O ideal de uma religião universal

“O ideal de uma religião universal” é o título de um dos capítulos do livro “O que é religião” de Swami Vivekananda, publicado pela Editora Lótus do Saber. E quem foi este homem?

Swami Vivekanando, nascido em Calcutá, Índia, em 1863, dedicou sua vida ao auto-conhecimento e vida religiosa. Escreveu diversos livros e proferiu muitas palestras, deixando um grande legado (herança) para a humanidade.

Em suas falas e escritos o monge faz uma clara abordagem a respeito da paz e harmonia entre as diversas religiões.

O Ensino religioso nas escolas deve respeitar a diversidade religiosa e a escolha de cada indivíduo, justamente para refletir sobre esse reconhecimento e respeito à diversidade vamos a um trecho do prefácio do livro “O que é Religião” de Swami Vivekananda, escrito pelo Swami Nirmalatmananda no qual ele cita uma fala do monge durante o seu discurso na sessão final do Primeiro Parlamento Mundial das Religiões, em 1893, Chicago:

“Lamento profundamente que alguém possa sonhar com a sobrevivência exclusiva de sua própria religião e com a destruição de todas as outras. Chamo a tenção de quem pensa dessa forma para o fato de que, sobre a bandeira de todas as religiões, em breve estará escrito, a despeito de qualquer resistência: cooperação, e não confronto, inclusão, e não destruição, harmonia e paz, e não discórdia.”

Vamos analisar o que diz o monge neste trecho do seu livro:

“Se existe uma verdade comum a todas religiões, eu a apresento aqui: é realizar Deus. Idéias e métodos diferem, porém esse é o ponto central. Podem existir milhares de raios diferentes, mas todos convergem para um único centro, que é a realização de Deus, algo que transcende este mundo dos sentidos, de eterno comer, beber e conversas tolas, este mundo de falsas sombras e egoísmo. É a consciência de Deus dentro de você que se eleva acima de livros, credos, vaidades mundanas. Um homem pode acreditar em todas as igrejas do mundo, trazer na cabeça todas as escrituras sagradas, batizar-se em todos os rios da terra; contudo, se não tiver a percepção de Deus, eu o classifico como um ateu da mais inferior categoria.

E pode  um homem jamais ter pisado numa igreja ou mesquita, jamais ter realizado um ritual; se ele sente Deus em seu interior e, dessa forma, ergue-se acima das vaidades mundanas, esse homem é um santo, um bem-aventurado, dê-lhe o nome que quiser.” (P.7,8)

Referência Bibliográfica

Vivekananda, Swami

O que é Religião

Lótus do Saber, 2004

 

 

 

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